PictureTrail.com Guestbook  |  Clubs  |  Photo Flicks™  |  SEARCH  |  Free Signup  |  Members Area


  darkkafka

MárioRaúl Matos
View My photos
 

34 years old

Location: Amadora

Views: 151

Last Login: 10/27/2008



MárioRaúl Matos belongs to 1 Club:
Photographers Club

 

  About Me
I´m a very libirian person.

  My music
Gothic music; Punk; Electro; Industrial; Goth metal; New wave; New romantic; Pop; Alternative music

MárioRaúl's Interests
Introduce Yourself:
Mário Raúl Matos
33 yaers old
Angolan
Born at 1/7/1974
Live in Portugal
Rules I live by:
No rules, i like to be free
Interests & Hobbies:
Music
Pincture
Literature
Fashion
Cinema
Photography
TV Shows:
People and arts
Alternative MTV
Favorite Music & Bands:
Favorite music - Gothic music
Bands - Joy Division
The Cult
Bahaus
Siouxie and the Banshees
The Cure
London after midnight
Clan of xymox
Favorite Movies:
The crow
The ring
Sleepwalkers
Lord of the rings
Queen of the damned
Enterview with the vampire
Favorite People You Know:
My mother
My friends
Favorite Celebrities:
Madonna
Favorite Reads:
Oscar wilde
Edgar Alan Poe
Lovecraft
Franz Kafka
Stephen king
Ann Rice

 Blog  Latest Entries
No entries in blog.

  Metamorfose
Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas costas duras como couraça e, ao levantar um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo de qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha. Suas numerosas pernas, lastimavelmente finas em comparação com o volume do resto do corpo, tremulavam desamparadas diante dos seus olhos.
– O que aconteceu comigo? – pensou.
Não era um sonho. Seu quarto, um autêntico quarto humano, só que um pouco pequeno demais, permanecia calmo entre as quatro paredes bem conhecidas
(página 7, capítulo I)

Mas quando enfim estava com a cabeça diante da abertura da porta, feliz, verificou que seu corpo era demasiado largo para passar sem mais por ela. Ao pai, naturalmente, na sua condição atual, não ocorreu nem mesmo remotamente abrir a outra folha da porta, para oferecer a Gregor passagem suficiente. Sua idéia fixa era simplesmente que Gregor voltasse o mais rápido possível para o quarto. Jamais teria permitido os preparativos minuciosos de que Gregor necessitava para levantar-se e, talvez desse modo, passar pela porta. Ao invés disso, impelia agora Gregor com um ruído excepcional, como se não existisse nenhum obstáculo; a voz atrás dele já não soava como a de um pai apenas; realmente já não era uma brincadeira e Gregor forçou – acontecesse o que quisesse – a entrada pela porta. Um lado do seu corpo se ergueu, permaneceu torto na abertura da porta, um dos seus flancos se esfolou inteiro, na porta branca ficaram manchas feias, ele logo se entalou e não poderia mais mover-se sozinho – as perninhas de um lado pendiam trêmulas no ar, as do outro comprimiam-se doloridas no chão – quando o pai desferiu, por trás, um golpe agora de fato possante e liberador e ele voou, sangrando violentamente, bem para dentro do seu quarto. A porta foi fechada ainda com a bengala, depois houve por fim silêncio.
(páginas 30 e 31, capítulo I)

Quando a conversa chegava a essa necessidade de ganhar dinheiro, Gregor se soltava da porta e se atirava sobre o frio sofá de couro que se encontrava ao lado, pois ficava ardendo de vergonha e tristeza.
Freqüentemente passava noites inteiras deitado ali, sem dormir um instante, apenas arranhando o couro durante horas. Ou então não fugia ao grande esforço de empurrar uma cadeira até a janela, para depois rastejar ruma ao peitoril e, escorado na cadeira, inclinar-se sobre a janela. Pois efetivamente ele enxergava dia a dia com menos acuidade as coisas mesmo pouco distantes; o hospital defronte, cuja visão freqüente demais ele antes amaldiçoava, já não estava mais ao alcance da sua vista; e se ele não soubesse exatamente que morava na calma – embora inteiramente urbana – rua Charlotte, poderia acreditar que da sua janela estava olhando para um deserto, no qual o céu cinzento e a terra cinzenta se uniam sem se distinguirem um do outro.
(página 44, capítulo II)

Gregor passava as noites e os dias quase completamente sem sono. Às vezes pensava em reassumir os assuntos da família, exatamente como antes, na próxima vez em que a porta se abrisse; nos seus pensamentos apareceram de novo, depois de muito tempo, o chefe e o gerente, os caixeiros e os aprendizes, o contínuo tão obtuso, dois, três amigos de outras firmas, uma arrumadeira de um hotel no interior – recordação agradável e passageira –, uma moça que trabalhava na caixa de uma loja de chapéus que ele tinha cortejado seriamente mas devagar demais; todos eles surgiram entremeados com estranhos ou pessoas já esquecidas, mas ao invés de o ajudarem e à família, estavam sem exceção inacessíveis, e ele ficou feliz quando desapareceram. Mas depois ele já não estava mais com ânimo nenhum para cuidar da família, sentia-se simplesmente cheio de ódio pelo mau tratamento e embora não pudesse imaginar nada que lhe despertasse o apetite, fazia no entanto planos sobre como poderia chegar à despensa para ali pegar tudo o que lhe era devido, mesmo que não tivesse fome.
(página 63, capítulo III)

O senhor Samsa virou-se para elas da sua cadeira e ficou observando-as em silêncio por momento. Depois bradou:
– Agora venham aqui. Parem de pensar no que passou. E tenham um pouco de consideração por mim.
As mulheres obedeceram-lhe logo, correram para ele, acariciaram-no e terminaram rápido suas cartas.
Depois os três deixaram juntos o apartamento, coisa que não faziam havia meses, e foram de bonde elétrico para o ar livre no subúrbio da cidade. O bonde em que ficaram sentados sozinhos estava totalmente iluminado pelo sol cálido. Recostados com conforto nos seus bancos, conversaram sobre as perspectivas do futuro, descobrindo que, examinadas de perto, elas não eram de modo algum más, pois os três tinham empregos muito vantajosos e particularmente promissores – sobre os quais, na verdade, nunca tinham feito perguntas pormenorizadas um ao outro. É claro que a grande melhora imediata da situação viria, facilmente, da mudança de casa; eles agora queriam um apartamento menor e mais barato, mas mais bem situado e sobretudo mais prático do que o atual, que tinha sido escolhido ainda por Grego

 Featured Photos    

 

 
 

 

 
 

 

 
 

  MárioRaúl's Friends ( 2 friends) 
pkloska23
hangertime
   
 

 MárioRaúl's Friends Comments (0 Comments)
  Add a Comment